
Senna
1º de Maio.
Não tem como deixar de escrever sobre o meu maior ídolo. Acordei e vi no Facebook diversas mensagens, como todos os anos, mas pensei: agora com o blog vou escrever um pouco da minha vida com o Senna. Isso mesmo, foram momentos rápidos mas únicos!
No inicio eu era um menino muito novo alucinado por carros, que adorava assistir às corridas de F-1. Coitados dos meus pais, que eu acordava logo cedo para ver as corridas matinais.
Adorava o Larini, Prost, Piquet e companhia, mas lá pela etapa de Monaco se destacava num carro branco, o maior ídolo de todos, Senna numa corrida memorável, que todos sabemos como finalizou.
Anos depois, já em Interlagos, após acordar as 5.30 da manhã para pegar uma fila de 1 km e sentar no alto da arquibancada (sentar em baixo é sinônimo de cerveja ou papéis na cabeça), vejo ele ganhar uma corrida de forma memorável, na qual aconteceu de tudo, e o pessoal invadindo a pista pra comemorar junto com ele. Foi um dos momentos únicos da vida.
E quem diria, 2 anos depois estava eu na pista de kart na fazenda dele em Tatuí, para um dia de treino entre kartistas e ver ele dar um show no final do dia. Vivi muitos anos no meio do kartismo mundial mas nunca vi ninguém fazer o que ele fez naquele dia, já que dessa época metade do grid de F-1 andava de kart. Nesse dia pude segurar o capacete dele, tirei fotos com ele e acreditem, Senna comeu marmita com a molecada do kart, isso depois de correr uns 15 km.
Nesse dia percebi mais do que nunca que se um dia eu quisesse correr pelo resto da minha vida eu teria que me dedicar muito, pois ele naquela altura já era tricampeão mundial e continuava se dedicando muito até pra dar umas voltinhas de kart.
Depois disto eu estava correndo um pan-americano de kart em Florianópolis enquanto meu maior ídolo corria em Imola. Me lembro como se fosse agora, entre as baterias pré-final e final, assistindo a F-1 numa televisão sentado numa cadeira de ferro, vi a batida ao vivo. Fiquei parado, o corpo gelou, fiquei arrepiado, desliguei a TV e fui pro fundo do Box rezar. Pedi pra Deus me ajudar na final pra fazer como ele faria e não deixar de me concentrar na minha corrida, a partir daí sentei no caminhão e esperei por 30 minutos a largada da bateria final.
Iria largar em 11º lugar mas um mecânico me atrapalhou e acabei largando em 29º, foi uma corrida atípica e terminei em 4º lugar. Talvez se largasse da minha posição teria vencido mas não foi assim, e na volta pro Box dediquei a ele esse resultado super importante para mim.
Quem viveu suas corridas e todo o tempo com você não tem como se esquecer, grande ídolo.
E obrigado pelo pouco vivido e muito ensinado. Você foi a única pessoa que me fez entender o que é um ídolo.
Esteja com Deus.